Uma radiografia pode mostrar redução do espaço articular, alterações ósseas e sinais de artrose. O que ela não consegue mostrar exatamente é quanto aquele joelho dói.
Isso ocorre porque a cartilagem, embora seja uma das estruturas afetadas pela doença, praticamente não possui terminações nervosas.
A dor pode surgir da sobrecarga do osso abaixo da cartilagem, de processos inflamatórios dentro da articulação e de alterações envolvendo outras estruturas do joelho.
Também entram nessa equação a força muscular, a mobilidade, o peso corporal e as atividades realizadas pelo paciente.
Por esse motivo, duas pessoas com exames semelhantes podem apresentar sintomas completamente diferentes.
A avaliação da artrose precisa ir além da imagem.
O especialista considera a dificuldade para caminhar, subir escadas, trabalhar, praticar exercícios e executar tarefas cotidianas, além das características clínicas do joelho.
O tratamento pode combinar exercícios, fortalecimento, controle de peso, medicamentos e outros procedimentos conforme a necessidade.
Na artrose, a radiografia é uma parte da avaliação. O paciente é muito mais do que o exame.




