A escolha entre colocar a prótese de silicone por cima ou por baixo do músculo também interfere diretamente na recuperação pós-operatória.
Na técnica submuscular, onde o implante fica atrás do músculo peitoral, o corpo precisa passar por uma adaptação maior nos primeiros dias após a cirurgia.
Isso acontece porque o músculo é parcialmente descolado para acomodar a prótese, gerando mais tensão local no início da recuperação.
Por esse motivo, algumas pacientes relatam sensação de pressão no tórax, desconforto ao movimentar os braços e maior sensibilidade muscular temporária.
Apesar disso, esses sintomas costumam diminuir progressivamente conforme o organismo se adapta à nova posição do implante.
Outro ponto importante é que o músculo oferece uma camada extra de cobertura sobre a prótese, tornando o resultado mais suave e reduzindo irregularidades visíveis.
Já na técnica subglandular, o músculo não é manipulado diretamente, o que geralmente proporciona uma recuperação inicial um pouco mais confortável.
Em contrapartida, pacientes muito magras podem apresentar maior percepção da prótese sob a pele ao longo do tempo.
Segundo Dr. Paulo Germano, a escolha da técnica precisa considerar não apenas o resultado imediato, mas também estabilidade estética, qualidade dos tecidos e evolução futura das mamas.
Uma cirurgia bem indicada tende a envelhecer melhor e manter naturalidade por mais tempo.




